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Haverá algo de menos original que dizer que amo Lisboa, de dia, de noite, a textura das colinas, o rio devolvido do Parque das Nações ao Cais do Sodré às Docas, o Castelo visto de S. Pedro de Alcântara, o Rossio cheio de luz, o olhar renovado pelos turistas e pela idade e pelas viagens, dizer que não há fotografias porque são demasiadas, dizer como o outro “Amo-te, sou tua” (1), e escrever este texto não com fado em fundo mas com a guitarra flamenca de Paco de Lucia, a lembrar Barcelona, Vicky Cristina Barcelona de Woody Allen, toda aquela cor mediterrânica, todo aquele sangue, todo este sangue…
Amo Lisboa e tenho tido a sorte nos últimos dias de a percorrer com amigos novos e de redescobrir este amor olissiponense na descoberta destas amizades.
(1) Viagens na Minha Terra, Almeida Garrett
Filmes, filmes no Twitter que passam para a vida real e onde esperam que eu coma e cale, quando nunca foi esse o meu feitio. Não admito que façam merda e depois me voltem paulatinamente as costas, do alto do pedestal onde os outros os puseram (e eu também um pouco). Não é essa minha moral, o meu estar na vida. Quando sou arrogante, explico porquê e se me dizem que não tenho motivo para tal porque a e b e c, sou mulher para repensar as minhas atitudes. Silêncios teimosos e arrogantes e acusações de filmes que não fui eu a criar e onde me querem meter à força… É quererem dobrar-me até que eu parta, estratégias que tão bem conheço e que recuso. Não sou neste caso mulher para ceder. E no dia em que nomeie X, que é se está comportar como uma besta arrogante a refugiar-se como um cobarde por trás dos amigos que se armam em advogados… não, não sou eu quem vai ficar mal. As provas que eu tenho são as provas que dei, porque até aí fui honesta.
Chamem-lhe protecção de grupo. Eu tenho a minha consciência tranquila. Não tenho nada que quebrar ou ceder. Não sou eu a imatura. Não é “tirem-me deste filme”, é “eu não faço parte deste filme e nem pensem que me metem lá dentro à força”.
Mui sinceramente, era só o que faltava…
Ontem, de repente, caiu-me do nada um convite para café. E assim conheci uma miosótis, a jardineira que cuida com muito carinho do seu jardim e a árvore grande e frondosa que dá sombra à jardineira enquanto ela trabalha, lhe oferece apoio quando ela precisa e da qual ela também trata, regando, podando, falando com ela para continuar a ser viçosa. Foram umas horas calmas e divertidas e bonitas como já há algum tempo não passava.
E como estava a precisar destas horas e deste jardinar, no meio deste rehabituar aos óculos e de uma urgente alteração de medicação que estão a ser complicados. Foi bom o sol, o andar, foi muito bom o rir, o estar no meio de tanto sorriso, de tanta energia positiva.
O próximo passeio ainda não tem data confirmada, mas vai acontecer de certeza.
* 00:22 eu sei q estou cheia de febre qdo saio da cama à meia noite e quase meia para vir à net perceber se estou a cantar bem o hino nacional
* 00:24 pois. eu acho sempre q é ergue-se a voz dos teus egrégios avós, mas é sente-se a voz etc etc
* 00:24 mas continuo a achar q a minha versão é melhor q a do Mendonça
Às vezes (!!!) penso que quem me segue no Twitter e depois me lê aqui terá alguma dificuldade em acreditar… nah, tenho a certeza que já ninguém pensa que possa existir uma qualquer mínima réstia de sanidade mental nesta cabecinha…
Mas o Acto de Ser Cristina passa também pelas palavras loucas e repentes próprios do micro-blogging, pelo que passarei a partir de hoje a pôr aqui alguns selectos exemplos dos <140 caracteres que, por serem loucos, se calhar deviam era desaparecer para sempre.Mas ontem achei piada a mim própria nisto:
* 17:36 o sr do café tem outra vez tta rede de caracol no toldo q tive de estudar a melhor forma de entrar sem bater com a cabeça…
* 17:38 é para isso q servem hoje em dia os cursos superiores em Portugal: para saber como entrar num café sem bater nos caracóis…
* 19:31 aleluia! veio o homem da lavandaria! vinha a subir as escadas, viu-me com tal molhe de camisas que até tropeçou!
N.E.: excluem-se repentes inseridos em conversas, vulgo chat, porque se fosse a contextualizar nunca mais saía daqui…






