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Parece que anda p’raí uma grande polémica por causa do programa “Oh mãe o mundo bateu-me” ontem na SIC. Confesso que entre o estar enredada na Vida Real e o seguir as polémicas sobre a eleição no Livejournal, não vi o programa. Mas, não temais!, a SIC Online tem o programa disponível na rede!
E este post é apenas para dizer que só com a tentativa de visionar o programa já estou a bater com a cabeça nas paredes.
Tenho um sistema antiquérrimo, com dois anos, com 512 Mb de RAM física, aos quais acresci os +150 a 200% virtuais aconselhados na drive C, o que dá entre 768 e 1024 Mb. Inventei um ratio e defini mais uns 1024 a 3072 na drive virtual D (porque tenho alguns programas aí instalados e definidos para preferir a memória virtual dessa drive), o que dá que o meu sistema reconhece quase 1800 Mb de memória. Porque a memória virtual acaba por… enfim, defini esses valores porque os encontrei aconselhados, mas às vezes não percebo bem para o que servem… Certo certo é que consigo chegar (muito raramente) a uns 800 e tal Mb de qualquer coisa indicados no Gestor de Tarefas e o computador fica lentozito mas não vai abaixo, que é o que me mais me interessa.
Vou para ver o programa. Começo por ir pelo Firefox. Ao fim de meio minuto, percebo que o programa não vem em streaming, mas está a ficar em cache. Como tenho a mania de guardar tudo e gosto de rever as coisas sem sobrecarregar a ligação à Internet (se bem que seja tráfego nacional, logo supostamente ilimitado. Se bem que o meu fornecedor de serviço aparentemente tenha começado a dar tráfego ilimitado para tudo. Não gosto, pronto) e ainda não me deu para ir ver como é que retiro coisas da cache do Firefox, resolvo ir ver a coisa no Internet Explorer. Deixo a carregar e vou à minha vida.
Quando volto ao computador, tenho o sistema aos soluços. O programa, inteiro, sem possibilidade aparente de ver por capítulos, tem um peso de 145 Mb. O IE chega-me aos 200 de RAM (e isto para quem, sem memórias virtuais, está a funcionar em XP com 512 de RAM).
O que me leva à seguinte conclusão:
quem quer ter internet portuguesa como lá fora,
- ou tem dinheiro para ter sempre um computador com um mínimo de um ano,
- ou tem de ter alguns conhecimentos para (saber que precisa de) instalar placas de memória (requisito adicional: ter dinheiro para o hardware + mão de obra)/ fazer todo o tipo de tweaks ao seu sistema.
Porque os pesudo-geeks que fazem a internet portuguesa? Estão-se pouco borrifando para o utilizador. Este é só mais um exemplo. Grave porque tem a ver com a disponibilidade online (como se faz lá fora) de um programa televisivo sobre a Internet, que interessa particularmente ao utilizador do media Internet. E o utilizador do media Internet não tem de ser um utilizador avançado. Não se deve exigir que o seja.
A solução? Em streaming ou para cache, em capítulos. Tranches. Disponibilizado pelo próprio autor/ criador/ produtor e não deixado à carolice/ boa vontade de quem eventualmente o fará (se não o fizeram já) para o YouTube (ai, os gritos de “estão a infringir o meu direito de autor!”) (que é tráfego internacional, logo com algumas penalizações para parte dos utilizadores portugueses). E, já agora, com a optimização do tamanho da imagem para um standard de 320*240, diminuindo o tamanho geral do ficheiro.
Sim, também sonho com a utopia de um governo competente neste país.






