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Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien qu’on m’a fait
Ni le mal tout ça m’est bien égal !Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
C’est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé !Avec mes souvenirs
J’ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n’ai plus besoin d’eux !Balayées les amours
Et tous leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéroNon ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien, qu’on m’a fait
Ni le mal, tout ça m’est bien égal !Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies
Aujourd’hui, ça commence avec toi !
Ce n’est pas sa mort qui me fait d’la peine
C’est de n’plus voir mon père qui danse
Factos interessantes sobre mim:
consigo passar três dias a ouvir um loop dos álbuns em espanhol (colombiano?) da Shakira, entre Winamp e leitor portátil de mp3, sem nunca me cansar.
não consigo eleger UMA música favorita da Shakira. Ojos Asi, Estoy Aqui, Ciega Sordomuda, enfim quase todo o Donde Están Los Ladrones e o Piez Descalzos… La Pared, o recente La Despedida… o fabuloso En Tus Pupilas (Sin poemas y sin flores / Con defectos, con errores / Pero en pie)… Dia Especial (Dimos un salto mortal, / Y hoy vuelvo a ver / un faro en la oscuridad)… Tu (Yo te doy hasta mis huesos / Pero quedate aqui ) (Te regalo mi locura /Y las pocas neuronas que quedan ya)…
Por eso esperaba con la carita empapada
a que llegaras con rosas, con mil rosas para mí,
porque ya sabes que me encantan esas cosas
que no importa si es muy tonto, soy así.
Y aún me parece mentira que se escape mi vida
imaginando que vuelves a pasarte por aquí,
donde los viernes cada tarde, como siempre,
la esperanza dice “quieta, hoy quizás sí…”
(Rosas, L’Oreja de Van Gogh)
De chrysanthèmes en chrysanthèmes
Nos amitiés sont en partance
De chrysanthèmes en chrysanthèmes
La mort potence nos dulcinées
De chrysanthèmes en chrysanthèmes
Les autres fleurs font ce qu’elles peuvent
De chrysanthèmes en chrysanthèmes
Les hommes pleurent les femmes pleuvent
J’arrive j’arrive
Mais qu’est-ce que j’aurais bien aimé
Encore une fois traîner mes os
Jusqu’au soleil jusqu’à l’été
Jusqu’à demain jusqu’au printemps
J’arrive, j’arrive
Mais qu’est-ce que j’aurais bien aimé
Encore une fois voir si le fleuve
Est encore fleuve voir si le port
Est encore port m’y voir encore
J’arrive j’arrive
Mais pourquoi moi pourquoi maintenant
Pourquoi déjà et où aller
J’arrive bien sûr, j’arrive
N’ai-je jamais rien fait d’autre qu’arriver
De chrysanthèmes en chrysanthèmes
A chaque fois plus solitaire
De chrysanthèmes en chrysanthèmes
A chaque fois surnuméraire
J’arrive j’arrive
Mais qu’est-ce que j’aurais bien aimé
Encore une fois prendre un amour
Comme on prend le train pour plus être seul
Pour être ailleurs pour être bien
J’arrive j’arrive
Mais qu’est-ce que j’aurais bien aimé
Encore une fois remplir d’étoiles
Un corps qui tremble et tomber mort
Brûlé d’amour le cœur en cendres
J’arrive j’arrive
C’est même pas toi qui est en avance
C’est déjà moi qui suis en retard
J’arrive, bien sûr j’arrive
N’ai-je jamais rien fait d’autre qu’arriver.
J. Brel
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
Pour rien, pour tout
Dans la ronde des fous elle pleure tout doux
L’amour a tué les mots qui la touchent, touchent
Contre ta bouche elle veut qu’on la coucheTriste elle fait la grimace,
Devant sa glace
D’un coup du cœur enlace l’ombre qui passe
Et rien jamais n’effacera les traces, lâches
Du sang qui coule des corps qui se cassent
Adieu Tristana
Ton cœur a pris froid
Adieu Tristana
Dieu baisse les bras
Laissez-la partir
Laissez-la mourir
Ne le dites pas
Tristana, c’est moi !
Triste sort Tristana
Tu sais, crois-moi
Trois petits tours, elle s’en va
La vie comme ça
Les plus beaux jours s’achèvent dans la peine, haine
Pourquoi faut-il payer de ses veines
Adieu Tristana
Ton cœur a pris froid
Adieu Tristana
Dieu baisse les bras
Laissez-la partir
Laissez-la mourir
Ne le dites pas
Tristana, c’est moi !
Paroles et Musique: Renaud Séchan 2002 “Boucan d’enfer”
On se connaissait peu, je le croisais parfois
Dans un bar parisien, a deux pas de chez moi
Nous buvions quelques verres jusque tard dans la nuit
Etait-ce le chemin pour devenir amis ?
Il m’expliquait sa terre, son peuple, son pays
J’écoutais en silence, attendri
Me parlais d’Ajaccio, de Calvi, de Bastia
Des corrompus notoires, des élus, des mafias
Et des encagoulés réunis au fond des bois
Pour défier la justice et ce putain d’Etat
Moi qui’ai toujours aimé tous les Robins des Bois
Les peuples insoumis, j’aimais ça…
S’est fait buter un soir aux abords du maquis
S’est fait flinguer, pourquoi? et par quel ennemi ?
Avait-il tué d’abord pour être tué aussi ?
Etait-il un rebelle, était-il un bandit ?
Tu me manques ce soir et je parle de toi
A ta douce compagne qui pleure près de moi
Les mots qu’elle ne dit pas c’est la loi de l’Omerta
De ce pays que j’aime quand il vit libre, épanoui
Loin du bruit, d’la fureur des fusils…
Se me quiseres conhecer
É la contigo
Se me quiseres encontrar
Vou ter prazer em ir vir tomar chá
Estou no lado
Estou no sítio
Mal afamado
Estou esquisito
Se me quiseres voltar a ver
É la contigo
Se me quiseres voltar a encontrar
Terei prazer em ir vir tomar chá
Estou no lado
Estou no sítio
Mal afamado
E estou esquisito
E é lá que eu vou estar
Até te escutar
E é lá que eu vou estar
Até te escutar
Se me quiseres recordar
É lá contigo
Se me quiseres repetir
a fazer par ou mesmo a dividir
Estou no poço
não reprimido
é bem perigoso
estou comigo
E é lá que eu vou estar
Até te escutar
E é lá que eu vou estar
Até te escutar
Este gajo será sempre brilhante. O ritmo é fantástico.
Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Jorge Palma, in Voo Nocturno
el tema dulce de mi canción
Tus ojos verdes claros serenos
ojos que han sido mi inspiración.
Aquellos ojos verdes de mirada serena
Dejaron en mi alma eterna sed de amar
Anhelos de caricias de besos y ternuras
de todas las dulzuras que sabían brindar.
Aquellos ojos verdes serenos como un lago
en cuyas quietas aguas un día me miré.
No saben la tristeza que en mi alma han dejado
aquellos ojos verdes que yo nunca olvidaré.
(Hollywoodland)
Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda.
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.
Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.
Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será,
Será,
Será!
+++
Nunca fui um herói,
Nunca soube voar,
e por trás dos meus olhos
uns olhos serenos de mar,
que te vêem fundo no mundo
e em todo o lugar.
Sou memória de ti,
tu és poema e arara.
Eu sou a sombra da fera que espera
ou a voz do Guevara.
Sou o silêncio que canto e te espanta
e que nunca te agarra.
Deixa a minha mão,
guiar o teu caminho,
não é a solidão que faz um homem sozinho,
é a paz na dor que sei de cor,
e o teu sabor no céu que é meu, e onde grito:
Eu nunca te perdi,
e nunca te deixei,
eu nunca te esqueci,
em ti eu repousei,
eu nunca te perdi,
e nunca te deixei,
eu nunca te esqueci,
por ti eu despertei.
Eu nunca te perdi.
+++
Enquanto eu te escrevo,
Saravejo morre lenta
uma morte amordaçada
no silêncio dos tiros
e na paz da granada.
A noite acoita o metralhar
será homem ou fera
este triste uivar?
Posso ver as avenidas,
coloridas, presentes,
hoje sombras despidas
do passado distante.
A vez do vizinho
que hoje foi a enterrar,
sozinho, claro, que morrer é ficar.
Os amantes ali estão
abraçados no asfalto
onde as balas lá do alto
os apanharam à traição,
no coração, que é o sítio ideal
para quem mata a paixão,
que amar é fatal.
+ perto do céu
anjo d’alma azul
+ perto do céu
+ longe que o sul.
Calor, já não há,
só se for o da mortalha
que é o lençol que me agasalha
e a cama onde me deito
e me enrolo sobre o peito,
recordando o céu azul,
e quer a norte quer a sul
a liberdade de fugir.
Ficar a resistir,
morrer, nem pensar,
que a coragem de aqui estar,
como ontem em Guernica,
é a vontade de quem fica.
Vazia a dispensa
é pior a indiferença.
Auschwitz ou Buchenwald
que afinal foram debalde,
porque as câmaras de gás
não ficaram para trás
estão aqui à minha frente.
Eu só quero estar presente
de novo em Nurembrega,
porque um povo não se verga.
Refrão
Por isso aqui estou
com arma sem munição,
carne para canhão
para contar toda a verdade…
… e liberdade.
E no futuro, nem sequer se vão lembrar
que tudo dói, mesmo Tolstoi
lido à luz da curta vela.
Saravejo donzela
tantas vezes violada,
sempre só, abandonada.
Tudo o que tenho
é o empenho de quem sonha.
O silêncio é vergonha,
arma mortal, punhal
que mata e maltrata
escondido, sem ruído,
tantas vezes repetido,
e penetra no meu corpo,
que deixa morto
pelas costas…
sem resposta.
Agora é de vez.
Faz frio no inferno deste Inverno.
Cada bomba é uma sombra de indiferença.
Crença que tem que mudar.
Há que gritar e mostrar
ao mundo os mortos
que o mundo ignora
e demora a perceber.
Uso a caneta
que é a minha baioneta,
país eterno
que deixo no caderno
tenho medo que me esqueças
e me peças para calar a voz,
mas não o faças,
porque ontem foram ao outros
e hoje nós.
Black eyes, I don’t need ‘em
Blue tears, gimme freedom
Positively never goin’ back
I won’t live where things are so out of whack
No more rollin’ with the punches
No more usin’ or abusin’
I’d rather die standing
Than live on my knees
Begging please-no more
Black eyes-I don’t need ‘em
Blue tears-gimme freedom
Black eyes-all behind me
Blue tears’ll never find me now
Definitley found my self esteem
Finally-I’m forever free to dream
No more cryin’ in the corner
No excuses-no more bruises
I’d rather die standing
Than live on my knees
Begging please-no more
Black eyes-I don’t need ‘em
Blue tears-gimme freedom
Black eyes-all behind me
Blue tears’ll never find me now
I’d rather die standing
Than live on my knees, begging please…
Black eyes-I don’t need ‘em
Blue tears-gimme freedom
Black eyes-all behind me
Blue tears’ll never find me now
It’s all behind me, they’ll never find me now
Find your self-esteem and be forever free to dream
Inside my head’s a box of stars I never dared to open
Inside the wounded hide their scars, inside this lonesome sparrow’s fall
Inside the songs of our defeat, they sing of treaties broken
Inside this army’s in retreat, we hide beneath the thunder’s call
Outside the rain keeps falling
Outside the drums are calling
Outside the flood won’t wait
Outside they’re hammering down the gate
O boletim meteorológico anunciou calor
Não vou duvidar
Faz sentido no meu sistema solar






