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Passei um bocado no casino do Facebook, no Slot Machines Bandit. Tinha créditos acumulados e os jackpots sucederam-se…
Julgo que foi a primeira vez que me saiu uma linha de fichas azuis…
Foi de certeza a primeira vez que me saiu uma linha de baralhos…
E acabei por, num dia, conseguir comprar um prize set todinho:
Prize set que me deu bastante jeito. O almoço foi muito bom, mas depois esqueci-me, como de costume, de jantar.
Não sei, mas parece-me que algo vai mal neste mundo quando as noivas e os noivos são “abundantes” mas os convites e as bodas são “limitados”…
(Jogo Scavenger Hunt, no Facebook, Season 17: Weddings)
Ai tanta discussão, tanto drama sobre os TOS do Facebook que por aí andou. Mas, allez, o que é a Internet sem drama?
Muitas opiniões, de referência e de ocasião, muito novato, muito expert, demasiadas para fazer um top três, cinco, dez; gostei desta comparação que a Amanda French fez dos TOS de uma série de sites, FB, Twitter, MySpace, Yahoo (Flickr), Google (Picasa)…
Existe uma lei na Internet que está acima de tudo, independentemente de gostos e vontades: quando se publica algo, perde-se o direito à privacidade (coisa lapaliceana de publicidade ser o oposto de privacidade). Seja num site gratuito (como o FB), seja num site a pagar. Ainda existe muita confusão sobre direitos de autor, sobre conflitos entre leis de países diferentes, por muito que se queira dizer “em tribunal tal e tal é que conta”. Para se chegar a decisões finais em tribunal, gasta-se muito dinheiro e muito tempo. E se nos Estados Unidos se enche a boca com as lawsuits, noutros lados as coisas não funcionam bem assim.
Não existe protecção na Internet. Existe bom senso e confiança. Os TOS polémicos do FB pecaram por falta de bom senso – que foram mal aconselhados pelos advogados, que um estagiário se esqueceu de copiar um parágrafo, que alguém teve uma “branca”, que não souberam explicar ao que iam… O que conta é que os utilizadores levantaram a voz, foram ouvidos e as coisas estão a ser alteradas. Para mim, neste momento existe confiança nos gajos que estão à frente do Facebook. Meteram a pata na poça, mas para mim foi apenas isso. Pata na poça. Agora é tirá-la e sacudir a água o melhor que se puder.
Acho que o maior problema nisto tudo é que muita da malta que está no FB não conhece a Internet. Não sabe o que é uma mãe pôr fotos dos filhos num site ou blog para os amigos e família poderem desfazer-se em elogios e vir mais tarde a descobrir que alguém usou essas mesmíssimas fotos para criar uma vida virtual e dizer que aqueles filhos são deles (e isto num exemplo muito inocente). Não sabe o que é um pseudo-escritor publicar uma prosa ou um poema e vir mais tarde a descobrir que esse mesmíssimo texto foi “apropriado” por outra pessoa, publicado noutro lado como se fosse da autoria dessa outra pessoa. Não compreende como funcionam as cópias de segurança de um site, seja ele qual for. Nunca pensou no que é a cache do Google.
E isto sem querer ofender ninguém, porque ignorância para mim não é sinónimo de estupidez. E acho óptimo que o FB tenha trazido para a Internet muita gente que de outro modo acharia tudo isto muito complicado.
Sim, que seja o próprio site a dizer “agora somos nós os proprietários deste material, mesmo depois de você o apagar do nosso site”, isso é grave. Grave e inadmissível e nunca poderia sobreviver depois de ter sido tornado público e de ter sido levantada a polémica (por muito que entretanto alguns tenham dito que exageraram um cachachinho nas acusações). É preciso alguma confiança a longo termo.
Apagar o perfil do FB? Para quê? Mais tarde ou mais cedo vai tudo ao lugar. Pior, quando se levantou a lebre, já os TOS tinham dez dias e qualquer conteúdo apagado depois da data de entrada em vigor dos TOS já estava guardado nas cópias de segurança e nós não podíamos fazer nada. A única coisa a fazer era BARULHO, o que foi feito, e esperar que o FB se retractasse, o que está em curso.
Eu não tenho medo que o FB diga que é proprietário das minhas fotos e bitates. Aquilo que me irrita, e tento proteger-me na medida do possível, é que malta estúpida a coberto de algum anonimato me chateie por causa das minhas opiniões mais banais e me faça perder tempo a ler caracteres aleatórios quando podia estar a fazer outra coisa. Aquilo de que tenho medo é que algum psicopata leve as ameaças do costume longe de mais. Mas tudo isso é o pão nosso de cada dia na Internet.
E é isso que é preciso perceber.
O Facebook tem destas coisas. Tanto dá para saber por onde andam velhos amigos/ vizinhos/ ex-paixões, como para gozar a criatividade de muita gente. A minha aplicação favorita, há quase um ano, é o Hatchlings.
Hatchlings foi criada por um marmanjo que não sabia muito bem onde se estava a meter quando achou piada pôr a malta a procurar ovos de Páscoa. A coisa teve tanto sucesso que sobreviveu à Páscoa de 2008 e por esta altura já o Brad (Dwyer, mas a gente trata-o simplesmente por Brad) fala em dez mil dólares gastos em custos de servidores… O que para um estudante universitário… é obra. Mas não tenhamos muita pena dele, que já conseguiu maneira de pôr a malta a dar-lhe algum dinheiro para ajudar a “causa”.
Adicionamos a aplicação, ganhamos um cesto, mais um espaço com relva onde ou há um ovinho ou não. Se houver ovinho, clicamos, caçamos, juntamos o ovinho ao nosso cesto, podemos incubar ou não. E isto no nosso relvado, nos dos amigos, nos da malta da nossa rede, e por aí em diante. Existem os ovinhos normais e os ovinhos de edição limitada (só destes, já são 111).
Só os ovinhos, por si, têm um visual engraçado. E depois é a surpresa dos pets que eclodem: um caracol com as cores do arco-íris, um gato camuflado, uma ovelha com flores, um polvo verde, um unicórnio com riscas em cores pastel, um burro azul com padrões de rosa (a flor), uma foca rosa (a cor), um lama cor-de-laranja…
E depois os ovinhos limitados e as colecções. O Brad começou as colecções com os ovos nacionais: o pet dos EUA é uma águia, do Canadá uma lontra, da Austrália um canguru, do Reino Unido um cavalo… Na holiday season 2008, passou-se. No Halloween, disponibilizou um total de doze pets assustadores, no Thanksgiving cinco pets, e no Natal… no Natal foi uma alegria! Pegou na canção infantil The Twelve Days of Christmas e tivemos um ovinho novo todos os dias a ilustrar cada prenda do “my true love”. Só falhou numa coisa: The Twelve Days of Christmas é o período entre o Natal e os Reis e ele deu as prendas nos doze dias *antes* do Natal.
A última colecção, para celebrar novos servidores e outras coisas, é a que está na imagem: o Sistema Solar, mais outros dois ovos (Galaxy e Starburst). Raríssimos, são para os power hunters.
O que leva ao outro lado da aplicação: os utilizadores. O que começou como apenas mais uma coisa gira, uma brincadeira, tornou-se numa LOUCURA. Há quem adicione amigos às centenas para ter centenas de relvados onde caçar, há quem passe dias inteiros a clicar, criaram-se grupos para partilhar links e estratégias, há quem crie scripts para automatizar a caça (o que é considerado “ilegal” e leva a grandes discussões até que o Brad acabe com a festa dos piratas e lhes ponha a pontuação a zeros).
Não que eu seja alheia à loucura. Ao fim de quase um ano, tenho a minha lista com cerca de cem relvados e, quando tenho pachorra, dou umas voltas pela lista e caço uns trezentos ovos por dia. Desde o princípio do ano, ainda só fiz uns três mil. Tendo em conta que o primeiro lugar na rede de Portugal tem mais de cem mil…
É uma loucura, de facto. Mas… olhem só para aqueles gráficos! Dá cá um gozo encontrar um bichinho novo!
Estranho. Recebi um alerta do Social Calendar sobre um aniversário na próxima semana.
O estranho da coisa é que é o *meu* aniversário.
Acharam que eu me esquecia?… A idade ainda não me afectou a memória tanto assim!
Até porque este ano eu não faço anos. Nãããããão. Este é o primeiro ano da minha vida em que vou começar a estagnar no número. Quando me apetecer, aumento. Por agora, vou exercer o meu direito, conseguido com muito bater de pestana e pó-de-arroz por gerações e gerações de mulheres, de guardar o segredo cocotte sobre as minhas Primaveras e de dizer o número que me apetecer.
Toma e vai-te curar.
Nova maluqueira no Facebook: coleccionar bonecada numa aplicação de slot machines :p Já só me falta um mamute para completar esta coleção ;)
É um cachachinho deprimente que um dos “Local Picks” lisboetas no Facebook seja a Pastelaria Suíça. Gosto muito da Suíça (das duas, do país e da pastelaria), mas não deixa de ser deprimente.
Talvez o mais deprimente seja que é uma das minhas únicas reviews na app… Enfim, talvez um dia consiga voltar ao circuito da restauração, algo além dos bifes com batatas fritas…















