You are currently browsing the tag archive for the 'amigos' tag.

Vieram outras almas, outros lutos, outras dores de amigos, muitas palavras. O meu choque não foi nada comparado ao de outros e ao de outros momentos. Mas nunca mais tive coragem de voltar à Estrela. E continuo a não conseguir polir as unhas sem pensar nela. E continuo a ter repentes de memória de sorrisos. E continuo a apanhar-me a pensar que com tanta gente no Facebook, onde estão eles?

Puta da vida.

Mas… esperem! A TMN guardou só os dados ou, por exemplo, também as mensagens do voice mail? Porque algures em 98 eu acordei um belo dia com sete mensagens absolutamente hilariantes no meu voice mail que não consegui guardar para a posteridade. Quem mas enviou bem me tentou dar hipóteses, mas eu já as tinha experimentado.

Porque voltar a ouvir aquele striptease com a antena a dar cabo da cabeceira da cama era uma PEDRA!!! :D

Porque a noite de ontem foi uma das melhores dos útlimos tempos. Porque os Queen têm outras letras e outras músicas e o Freddie tem espectáculos melhores (o clip de ontem foi o melhor exemplo que encontrei), mas por estes dias, esta canção é a que tem feito sentido. Porque sim. Porque sempre. Graças a Deus porque sempre.

E com as gargalhadas partilhadas, e às vezes simplesmente sorrisos, vêm sempre as mãos abertas, estendidas, que se agradecem e tentam tocar, nem que seja apenas com as pontas dos dedos, se mais não permite a artrite das sinapses… e diz-se que sim, que se agarra, porque a Imagem de Nós nos Outros é mais pequena que a Imagem de Nós em Nós e porque a raiva de ver o Nós-Hoje tão mais pequeno que o Nós-de-Ontem (aquele Nós que tanto fazia, tanto podia, tanto se prometia) é ela única a Maior que impulsiona as pontas dos dedos e força a artrite… mais que não desiludir, mais que corresponder ao Outro é a determinação de não se desiludir a si próprio.

Mas quando nos levantamos três, quatro, cinco, sete vezes, o cansaço acumula. O Outro vê fraqueza, talvez preguiça, com a sua própria vida esquece que não é esta a primeira queda. E com os olhos do Outro Nós também queremos esquecer as outras quedas, e vamos além, mais além, sempre mais além, até ao momento em que as cicatrizes rangem e uma nova queda ameaça. E já nem é dizer sim nem dizer não, é não conseguir sequer dizer não, hoje não.

Não é a lamúria vã do canto do ceguinho. É a resignação do cego num silvado, de costas para um precipício, a quem dizem, apontando, “vai por ali”. Sem ver por onde vai nem para onde apontam, ele vai sozinho – pelos picos das silvas, a sentir o precipício. Até que.

Às vezes dá-me vontade de citar textos inteiros. Mas vou conter-me e dar só um cheirinho e o link…

I always listen; I’m never heard – My friends pour out their problems to me, and I’m starting to feel used -
By Cary Tennis

[Q:]
(…) However, the problem is that I’m beginning to feel used. (…) when I try to talk about it with some of the same friends, it seems the conversations end quickly or move back to their problems.

[A:]
(…) You’ve established a program. You’ve trained your friends. They think they’re following the rules of who you are: You’re the person who listens unconditionally. Intellectually, they probably know that they, too, should listen. But that’s not the program they’re used to. They’ve been trained a certain way.
(…) Come to think of it, you might try finding a new friend who is a good listener, rather than trying to retrain your old friends.

Pois.

Ontem, de repente, caiu-me do nada um convite para café. E assim conheci uma miosótis, a jardineira que cuida com muito carinho do seu jardim e a árvore grande e frondosa que dá sombra à jardineira enquanto ela trabalha, lhe oferece apoio quando ela precisa e da qual ela também trata, regando, podando, falando com ela para continuar a ser viçosa. Foram umas horas calmas e divertidas e bonitas como já há algum tempo não passava.

E como estava a precisar destas horas e deste jardinar, no meio deste rehabituar aos óculos e de uma urgente alteração de medicação que estão a ser complicados. Foi bom o sol, o andar, foi muito bom o rir, o estar no meio de tanto sorriso, de tanta energia positiva.

O próximo passeio ainda não tem data confirmada, mas vai acontecer de certeza.

Eu gosto muito mas mesmo muito do JPN, de o ouvir falar, de o ler, sempre gostei. E como aposto que estás a ler, olha, deixa-te de desculpas para andares “arredio” (e como te compreendo, o relógio diz-me cada surpresa) e faz mais poesia em prosa sobre esses fios em que te balouças!

Re-encontrar nos outros o mesmo olhar interior sem idade, perceber que os anos que passaram abriram todas as portas e derrubaram todas as muralhas… ver o sorriso nos olhares, puro, pleno… e sentir que a amizade se fez amor, puro, pleno.

Tenho gente magnífica na minha vida.

Tive Domingo uma experiência fantástica: pela primeira vez na minha vida assisti a um jogo do Porto com portistas! Juntou-se a vida real aos amigos cibernautas e fomos campeões da Liga Sagres com meia dúzia de Super-Bocks. Tinha de ser, aqui tão ao pé do Estádio da Luz, tínhamos de manter o nosso espírito de rebeldia!

Mas foi bonito, talvez até mais do que ver o Mundial com um árbitro – ver um jogo dos Dragões com quem tantos jogos lá viu ao vivo e que ia contando histórias pelo meio de um jogo morno.

Lembro-me tão bem da primeira vez que te chamei “meu querido”. As palavras vieram distraídas do coração e quando o cérebro se apercebeu, engasgou-me a voz e deu umas voltas ao tom. Abri muito os olhos, sabia que o nosso nós não se fazia dessas ternuras, fiquei apertadinha à espera da resposta. Fizeste olhos de paternalista, colocaste a voz num tom grave de homem maduro, respondeste naturalmente à minha pergunta, acabaste com um “minha querida” quase silabado, a dar o toque, a lembrar as regras.

Hoje és tu quem enche a boca com os “minha querida” e enches as palavras com o coração, sei-o. São muitos anos. A paixão já se foi, porque sim, porque assim foi, o amor solidificou-se, puro, já não somos homem e mulher, somos pessoas.

O nosso nós não se faz destas ternuras, porque sim, porque temos um conjunto tramado de aspectos de Saturno se quiseres, nem sei como o explicar. Sei que crescemos, distantes, mas agora estamos aqui. E este aqui… não tem nada de assustador. Não, não tem.

Meu querido, não consigo dizer-to, por isso grito-o aqui deste telhado virtual. Venha quem vier, tens um canto teu, só teu, todo teu, para sempre, no meu coração. Apenas porque sim.

E, meu querido, não te peço nada. Descobri contigo ao fim de onze anos que é isto o amor: estar ao teu lado a olhar para a frente e não precisar de olhar para saber que estás também tu ao meu lado, sem que to peça. Apenas estamos, meu querido, mon doux, mon tendre, mon merveilleux amour.

safe_image.php


"É proibida a entrada a quem não estiver espantado de existir."

José Gomes Ferreira

Serenity Prayer

God grant me
The serenity to accept
the things I cannot change;
Courage to change
the things I can;
And wisdom
to know the difference.

Lista da Procrastinação

A preencher

contacto

contacto

Flickr Photos

Night - The Ice Maiden!

skip's

Clifftop Path - Carlingheugh Bay

More Photos

 

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30