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Quando se perde a confiança num, perde-se em todos. Temos pena.

* 00:22 eu sei q estou cheia de febre qdo saio da cama à meia noite e quase meia para vir à net perceber se estou a cantar bem o hino nacional
* 00:24 pois. eu acho sempre q é ergue-se a voz dos teus egrégios avós, mas é sente-se a voz etc etc
* 00:24 mas continuo a achar q a minha versão é melhor q a do Mendonça

ATCHIM ATCHIM ATCHIM

Nunca fui fã do Michael Jackson. Nunca gostei muito da voz dele, da imagem dele. E nunca tive os conhecimentos necessários de música para apreciar verdadeiramente o que os conhecedores dizem ser o contributo dele para a música, pop ou o que for.

Era talvez demasiado nova quando ele se começou a passar (se algum dia foi bom), com a foto na câmara hiperbárica, com o Bubbles, com o embranquecimento da pele. E já um pouco cínica em relação às celebridades quando se deixou de falar apenas à boca pequena sobre os seus “apetites” por criancinhas.

Já agora, o caso do Blanket pendurado pela janela, esse nunca me fez confusão – sempre achei que o puto estava bem seguro e já vi pegarem em putos de tanta forma e feitio que ver o pai balouçar o bebé daquela maneira não me fez confusão rigorosamente nenhuma. Um pai normalmente tão protector da imagem dos filhos querer mostrar assim aquele, isso sim, fez-me alguma confusão, mas como já achava que ele era maluco…

Mas fui adolescente nos anos 80. Tenho a minha consciência nascida pré-Perestroika, pré-queda do Muro, Mandela preso, Live Aid… Não vivi Woodstock, a Baía dos Porcos, não me lembro do 25 de Abril, mas há coisas que me marcaram. Há coisas que me pediram, a mim e à minha geração. E ver de repente, ao fim de todos estes anos, este nosso hino de putos no pátio de uma prisão filipina, esta prova de que sim, somos o mundo, todos nós somos o mundo e porra que fizemos nós de todas estas súplicas, de todas estas esperanças? Fizemos algumas coisas, sim, sejamos realistas, e se calhar fizemos o que pudemos e continuamos a tentá-lo, cada um na escala que pode – “just you and me”.

E talvez tudo isto seja demasiado grande. Somos o mundo mas o mundo é tão grande, tão grande e temos tantos séculos por trás de nós de história que se repete e pula e avança. E depois há momentos assim, em que um gajo tem uma ideia e se junta com outro e com outros e quanto mais não seja na música cria uma corrente que quanto mais não seja nos enche de esperança. Para sempre, se calhar.

Para mim, do Michael Jackson, ficará sempre isto. O momento maior em que ele foi o elo de uma corrente. Um elo essencial.

Aos 6 minutos:

There comes a time
When we heed a certain call
When the world must come together as one
There are people dying
And it’s time to lend a hand to life
The greatest gift of all

We can’t go on
Pretneding day by day
That someone, somewhere will soon make a change
We are all a part of
God’s great big family
And the truth, you know love is all we need

[Chorus]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

Send them your heart
So they’ll know that someone cares
And their lives will be stronger and free
As God has shown us by turning stone to bread
So we all must lend a helping hand

[Chorus]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

When you’re down and out
There seems no hope at all
But if you just believe
There’s no way we can fall
Well, well, well, well, let us realize
That a change will only come
When we stand together as one

[Chorus]
We are the world
We are the children
We are the ones who make a brighter day
So let’s start giving
There’s a choice we’re making
We’re saving our own lives
It’s true we’ll make a better day
Just you and me

(Michael Jackson)

Pensamos nós que conhecemos os amigos, aqueles amigos que são tão do peito que até se sentem à vontade para se instalar no ventre e nas partes baixas quiçá, e depois traem-nos assim. *abanar de cabeça* (Ai, o melhor é não abanar muito…)

Ao fim de demasiado tempo, reencontrei ontem uma velha amiga, a Guinness. Fiz-lhe uma festa, abracei-a, dei-lhe beijinhos, muitos!, tinha umas saudades dela que parecia que a queria sorver até à última gota, o que fiz, por várias vezes, durante bastante tempo. Eram muitas as saudades…

E não é que a gaja foi vingativa e pela primeira vez em todos estes anos que nos conhecemos me bateu forte e feio? Mas forte e feio, o raio da gaja. Mas é que ia-me atirando ao chão. Fiquei siderada. A minha velha amiga, trai-me assim… Há uma leve possibilidade que não fosse a mesma de sempre, bem me avisaram quando ela chegou que não tinha levado os sete minutos da praxe, mas… as saudades eram tantas… E depois aquela tareia. Que tristeza.

A sorte foi os novos amigos que lá me ampararam como puderam (e muito bem) e a eles um grande muito obrigado.

Já não sei como cheguei ao Crónicas das horas perdidas, entre recomendações de tal e tal e ainda outro tal e coiso, e confesso que entre cento e tal blogs que vou seguindo preguiçosamente no GReader não sei muito bem quem escreve o quê de um mês para o outro.

Mas, caraças, neste sentimento do this is my lawn go piss on your own lawn que todos os bloggers um dia, infelizmente, alcançam, o post pasted e linked em baixo é dos melhores que já li.

Posso até escrever um chorrilho de asneiras

Mas são as minhas asneiras, umas atrás das outras, com muito orgulho. Isto é o que eu penso, não o estabelecimento da ordem mundial. Repitam comigo: blogue pessoal. Mais uma vez: pessoal. Arre, que já me conseguiram irritar.

Ofereço uma coisa bonita, sou sincera, peço sinceridade. Levo com uma resposta chapa 35. Okay. Passemos à frente, não há razões para não o fazer, julgo eu. Surpresa, muro de silêncio, ao menos um dia confirmado, mas não explicado, quando, sendo eu própria, ofereço mais uma coisa bonita. Gratuita. Sem pedir nada. Apenas sendo eu própria.

Talvez o meu erro tenha sido querer passar à frente e fazer como se nada tivesse sido – e eu até podia, porque eram meus os sentimentos em botão. Fechava as minhas portas, fazia um sorriso para o exterior como se nada fosse, batia mal (como bati) por uns dias portas adentro, mas tudo como dantes passada a ombreira de mim.

E depois umas trapalhadas que me deixam zonza, “não é possível”, somos todos adultos e bem formados e eticamente responsáveis, julgo, creio, engano-me talvez, mas continuo a ser eu própria, sem me zangar, como talvez devesse, cega à gravidade de algumas coisas por pura e simplesmente não conseguir acreditar na realidade de algo tão surreal.

E o bater mal enquanto o botão murcha tem o seu caminho, o seu processo, até ao dia em que outras coisas me distraem e, com toda a sinceridade e frontalidade, chego finalmente a conseguir dizer-me “mas afinal que é esta merda?”

E este meu lado escorpião levanta a cauda e espeta o ferrão, ao de leve (oh sim, ao de leve, porque a situação não merece mais), sem pudor, sem remorsos.

céu nublado

Com tanto tanto azar que a lingerie que caiu do bolso do roupão posto a secar no estendal para o jardim do vizinho da cave era daquelas que já não merece o nome chique de lingerie, entre elásticos meio mortos, cores desmaiadas e, sim, alguns buracos aqui e ali. Enfim, as lingeries do período que todas temos e raros vêem.

E com tanto tanto azar que a vizinha a pôs no corrimão da escada, por onde todos passam, para a dona levar.

E com tanto tanto azar que lá ficou durante estes dois dias que eu não saí à rua por mal me mexer.

*face palm*

Tenho é de levar a minha almofada ortopédica porque, desculpa, mas as tuas dão-me cabo do pescoço e isto já anda mau…

Falta pouco, muito pouco, para outra noite das nossas costas nuas coladas dos ombros à tua hérnia lombar, tu já adormecido, eu ainda a gozar a carne quente que se funde e faz uma. Há mais de uma década que esta é a nossa carne, a nossa pele, e mais do que o teu e meu e nosso sexo, mais do que o suor que fazes escorrer-me pelo corpo abaixo, mais do que o peito que fazes doer de tanto bombar e ofegar, mais do que a cabeça e a voz que quase fazes explodir, é esta pele, esta carne, como na primeira noite, como em todas as noites desde então. Houve outros e outras, mas estamos aqui, porque é esta pele, esta carne. É o meu peito sobre o teu, os corações sobrepostos e em uníssono. E é o teu sorriso de manhã, o beijo com que te despedes sem despedidas, até a à próxima noite.

gizmo_8

Ooooh, me like Gizmo.

JosephineWall-Cancer

JosephineWall-Cancer

Imagem vista aqui | Site de Josephine Wall

demasiado exausta e triste para maiúsculas e pontuações

às vezes temos na vida o azar de não confiarmos nas primeiras impressões e de nos deixarmos levar pelas superfícies. o tempo passa, continuamos a não querer ligar aos pequenos alertas, a vida é assim mesmo, todos temos defeitos por entre as qualidades e viver em sociedade é ligar menos a uns e privilegiar outras enquanto nós próprios não somos prejudicados.

voltando à espuma dos dias e à identidade essencial, cada um amadurece nessa descoberta de si nos outros, na rejeição cada vez menos violenta e cada vez mais informada da espuma dos outros que mascara e por vezes deixa adivinhar as suas essências. as mais das vezes, são espumas de tal forma cristalizadas que nos poluem os dias. que nos ensombram o sol.

desonestidades, arrogâncias, cobardias, incoerências, boçalidades, pessimismos militantes, tudo espumas ou talvez essências que há já algum tempo percebi que não têm lugar na minha vida. por muito que alguns brilhantismos intelectuais me seduzam, há coisas que rejeito, ponto final.

não é uma questão de orgulho ferido. é uma questão de amor-próprio e de sobrevivência. sou um ser de luz. tenho nuvens na minha vida às quais não posso escapar. as outras, posso virar-lhes as costas, tão calmamente quanto o dia me permitir.

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"É proibida a entrada a quem não estiver espantado de existir."

José Gomes Ferreira

Serenity Prayer

God grant me
The serenity to accept
the things I cannot change;
Courage to change
the things I can;
And wisdom
to know the difference.

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