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Abby: What is it that you want?
Buddy: Your company. The pleasure of your company. I want your input on video rentals. I stand there for hours, I can’t pick anything out. I want someone to say goodnight to, a last call of the day. I don’t have a last call of the day. Do you?
Bounce, Don Roos
O Twitter hoje fervilhou com uma hashtag internacional, a que o “grupo” nacional acrescentou uma própria. A internacional era liesgirlstell, a acrescentada liesboystell.
Já não somos crianças, quem ainda será, e entre os ditos engraçados, os clássicos, os mordazes, os chapa 33 e os chapa 482… eu não sei dizer mentiras, o que me tem custado alguns dissabores. Pelas verdades que digo, cruas, nuas, inesperadas, consideradas por vezes brutais, e pelas mentiras que descubro, cozinhadas, mascaradas, sempre inesperadas e sempre brutais. Agarro-me desperadamente à minha inocência como se fosse a única coisa que me pudesse salvar neste mundo onde caí e que não consigo deixar. E tem sido ela quem me tem salvado e os amigos que tenho encontrado que a encaram como uma qualidade. Que a vêem, a sentem, a acarinham, a protegem como podem.
Foi por vezes complicado ver surgir frases no meu TweetDeck, frases que ouvi, em que acreditei. E as frases que sei que poderia utilizar para me proteger, mas que nunca utilizei. Porque não são eu. Porque eu não quero que sejam eu.
Dizem que a mentira é necessária, deception is a must. Eu prefiro a verdade, mesmo que magoe.
Tirei umas horas para mim e fiz algo que julgo que há vinte anos não fazia: visitei o Museu da Fundação Gulbenkian.
Deliciei-me com os pormenores que se perdem quando estamos apenas de visita, com as correrias de três museus e mais dez monumentos enfiados num dia. Marimbei-me para os demais e ajoelhei-me para estudar os cães de chaminé (com querubins a soprar o fogo) e quase encostei o nariz aos vidros para ver o trabalho decorativo das terrinas de prata. Vi os quadros e as tapeçarias como queria, como gosto, ao longe, ao perto, o todo e uma parte aqui, outra ali. Sem ninguém a puxar-me para outra peça, sem me preocupar com as horas.
E com um final de tirar a respiração: a sala de René Lalique, com coisas que os anos me ensinaram a apreciar. Como esta coisa linda:
Link para Gargantilha “Gatos” no site do Museu. Não se esqueçam de clicar em detalhes! :)
Apaixonei-me por esta canção em vinil há muitos muitos anos. Perdi-a de vista porque por vezes é assim a vida. Mas as “novas” tecnologias trouxeram-me Lorelei de novo e uma forma renovada: o filme é arrepiante. Lindo e arrepiante.
Obrigada, Joe ;)
You told me tales of love and glory
Same old sad songs, same old story
The sirens sing no lullaby
And no-one knows but LoreleiBy castles out of fairytales
Timbers shivered where once there sailed
The lovesick men who caught her eye
And no-one knew but LoreleiRiver, river have mercy
Take me down to the sea
For if I perish on these rocks
My love no more Ill seeI’ve thought of you in far-off places
I’ve puzzled over lipstick traces
So help me God, I will not cry
And then I think of LoreleiI travel far and wander wide
No photograph of you beside me
Ol’man rivers’ not so shy
And he remembers LoreleiRiver, river have mercy
Take me down to the sea
For if I perish on these rocks
My love no more I’ll seeIf I should float upon this stream
And see you in my madman’s dream
I’d sink into your troubled eyes
And none would know ‘cept LoreleiRiver, river have mercy
Take me down to the sea
For if I perish on these rocks
My love no more I’ll seeBut if my ship, which sails tomorrow
Should crash against these rocks,
My sorrows I will drown before I die
It’s you I’ll see, not Lorelei(The Pogues)
A música: Jacques Brel, Patrick Bruel, Mylène Farmer, Serge Reggiani, Renaud e tantos outros…
O humor: Les Bronzés, Jean-Marie Bigard, Coluche, Elie Kakou…
O cinema: A descoberta de um Gérard Depardieu jovem e intensíssimo, de todo um cinema contemporâneo onde as histórias normais são contadas de uma forma tão diferente do cinema de Hollywood, com uma luz e um grão e uma naturalidade dos diálogos que aconchegam a visão de uma certa realidade que me agrada…
A comida: o brie, o aneth (endro em português) nos peixes, o foie-gras, uma pastelaria de explosão de sabores e cores, a minha rejeição dos pratos demasiado elaborados e descoberta da preferência pelos sabores simples e marcados da cozinha tradicional portuguesa (precisei da cuisine française para perceber o quão gosto de uma boa carne de porco à alentejana)
A literatura: principalmente a contemporânea, principalmente Anna Gavalda
Il y a des cauchemars que seront toujours là. Et là je perds la bataille. Et je ne vois pas la guerre.
Elle vient de partir de chez elle
Un croissant, un éclat de rire
Son mari lui dit qu’elle est belle
Mais dans une heure elle va mourir
Elle n’a pas choisi son destin
Juste là au mauvais moment
Puisqu’il fallait prendre ce train
Et Madrid pleure ses enfantsAdieu
Nous sommes tous dans le noir
Si tu n’existes pas
Au moins fais-le savoir
Adieu
Je n’ai plus de questions
Mes yeux sont abîmés
Mon coeur perd la raisonSa femme attend une deuxième fille
Elle jure qu’elle n’en aura pas plus
Il touche son ventre, les yeux qui brillent
Pourquoi juste à cet arrêt de bus ?
Pourquoi ce type est si couvert ?
Il fait si chaud à Netanya
Le sang se mélange à la terre
Et le monde reste sans voixAdieu
Nous sommes tous dans le noir
Si tu n’existes plus
Au moins fais-le savoir
Adieu
Je n’entends plus l’Histoire
Mes yeux sont fatigués
Mon coeur perd la mémoire9h16, il est en retard
Comme à peu de chose près tous les jours
Mais aujourd’hui il est trop tard
Il ne montera pas dans la tour
Il voit des cris courir vers lui
Il croise des yeux qui hurlent de peur
Pourquoi ces larmes, pourquoi pas lui ?
Et cette poussière à vie dans le coeurAdieu
Nous sommes tous dans le noir
Si tu n’existes pas
Au moins fais-le savoir
Adieu
Il y a tant de questions
Mes yeux sont épuisés
Mon coeur perd la raisonAdieu
Nous sommes tous dans le noir
Si tu n’existes plus
Au moins fais-le savoir
Adieu
Ils se réclament de toi
Dis-leur que ce n’est pas toi
Qui as voulu tout çaPatrick Bruel (Adieu)
In a room above a busy street
The echoes of a life
The fragments and the accidents
Separated by incidentsListen to by the walls
We share the same spaces
Repeated in the corridors
Performing the same movementsStorey to storey
Building to building
Street to street
We pass each other on the stairsStorey to storey
Building to building
Street to street
We pass each other on the stairsListen to by the walls
We share the same spaces
Repeated in the corridors
Performing the same movementsThe nature of your tragedy
Is chained around your neck
Do you lead or are you lead
Are you sure that you don’t careThere are reasons here to give your life
And follow in your way
The passion lives to keep your faith
Though all are different, all are greatClimbing as we fall
We dare to hold on to our fate
And steal away our destiny
To catch ourselves
With quiet graceStorey to storey
Building to building
Street to street
We pass each other on the stairsListen to by the walls
We share the same spaces
Repeated in the corridors
Performing the same movementsStorey to storey
Building to building
Street to street
We pass each other on the stairs
Booo, a versão no Imeem não é a com o Hutchence…
Sei que isto vai surpreender algumas pessoas, mas troco de boa vontade um profiterole por uma bola de berlim… *sigh*
O número já não funciona, o telefone já não tem bateria há tanto tempo que nem sei se poderemos um dia aceder à lista de contactos, mas “Pai” vai ficar sempre na lista. Como não?…
(imagem do PostSecret de hoje. Há coisas que se partilham)
Os estudantes polacos divertem-se com as janelas dos dormitórios ;)
Eu tinha nove, quase dez anos, andávamos loucos no recreio com a mascote do Mundial, o Naranjito. Fecho os olhos e vejo-me, de pé entre a primeira fileira de carteiras (aquelas ainda à antiga, com os buracos para os tinteiros e a tampa que se levantava) e a mesa da Senhora Professora com dois colegas, a debater a beleza da mascote. E há alguém que me pergunta:
- E tu, de que clube és?
Eu não tinha clube. Era rapariga, mesmo que maria-rapaz, numa família de homens benfiquistas mais ou menos aguerridos, um pouco (hahahahahahahaha) do contra… havia os três grandes, o encarnado, o verde e o azul… E o azul, para além de ser a minha cor favorita na altura, tinha um jogador com um nome fantástico para os meus nove anos (e possivelmente para todos os outros): o homem chamava-se Frasco! Frasco! Frasco!!!
Naqueles segundos foi para mim lógico e evidente que aquela pergunta só poderia de ter mim a resposta:
- Do Porto!
O Frasco foi-se (pelo menos do plantel), a minha cor favorita passou do azul ao verde, mas o FêCêPê ficou sempre. Porque nem me interesso por aí além por futebol, porque sempre teve piada azucrinar os benfiquistas da família com a minha ovelha-ronhosice, porque se já sou há tantos anos para quê mudar…
Tive Domingo uma experiência fantástica: pela primeira vez na minha vida assisti a um jogo do Porto com portistas! Juntou-se a vida real aos amigos cibernautas e fomos campeões da Liga Sagres com meia dúzia de Super-Bocks. Tinha de ser, aqui tão ao pé do Estádio da Luz, tínhamos de manter o nosso espírito de rebeldia!
Mas foi bonito, talvez até mais do que ver o Mundial com um árbitro – ver um jogo dos Dragões com quem tantos jogos lá viu ao vivo e que ia contando histórias pelo meio de um jogo morno.
No dia em que Deus me criou, Disse aos Anjos:
- Que ela seja bonita, inteligente, doce, com um coração enorme, enfim criada à Minha imagem.
E os Anjos entreolharam-se e disseram a Deus:
- Mas, Senhor, isso não será muita fruta?
Deus pensou e disse:
- Sim, têm razão. Dêem-lhe muitas contracturas nas costas onde os braços não lhe cheguem para pôr cremes e fazer massagens.









