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Drinking wine and thinking bliss is on the other side of this
I just need a compass and a willing accomplice
All my doubts that fill my head are skidding up and down again
Up and down and round again, down and up and round again.Oh, I’ve had my chances and I’ve taken them all.
Just to end up right back here on the floor.
To end up right back here in on the floor.Pennies in a well, a million dollars in the fountain of a hotel.
Fortune teller that says maybe you will go to hell.
But I’m not scared at all…hmm hmm hmm hmm hmmThe cracks in the crystal, the cracks in the crystal ball.
Sometimes you think everything is wrapped inside a diamond ring
Love just needs a witness and a little forgivness
And a halo of patience and a less sporadic pace and
I’m learning to be brave in my beautiful mistakes.Oh I’ve felt that fire and I’ve been burned
But I wouldn’t trade the pain for what I’ve learned
I wouldn’t trade the pain for what I’ve learned.Pennies in a well, a million dollars in the fountain of a hotel.
Fortune teller that says maybe you will go to hell.
But I’m not scared at all…hmm hmm hmm hmm hmmOf the cracks in the crystal, the cracks in the crystal ball.
Irony, irony, this hate and love, hate and love
What it does to me, what it’s done to me.
What is done…donePennies in a well, a million dollars in the fountain of a hotel.
Broken mirrors and a black cats cold stare,
Walk under ladders on my way to hell, I’ll meet you there.But I’m not scared at all, hmm…I’m not scared at all.
Bout the cracks in the crystal, the cracks in the crystal ball.
Muito bonitos, estes ícones. A Smashing Magazine tem sempre coisas giras :)
Today we are glad to release The Leaf Fall: a social icon set. This set contains 11 social icons, designed in an autumn-style. The set includes icons for Twitter, Technorati, RSS, Reddit, Facebook, Delicious, StumbleUpon and Digg. You can use the set for free — without any restrictions whatsoever.
E mais.
Às crianças que acham perfeitamente normal e válido abrir as janelas do pópó às três da manhã e assim partilhar o seu hard rock no máximo com uma rua adormecida num bairro muito residencial de Lisboa…
… desejo-vos uma breve temporada num sítio com óptima acústica e chaves inacessíveis e muita Cèline Dion misturada com Barbra Streisand e muita Jennifer Lopez (em espanhol) misturada com Shakira, assim como vocês fizeram ontem à noite: um bocado de uma música agora aqui de repente entrecortada com outra e outra e outra.
Para que quando começaram a adormecer apanharem de repente com uma música, de que nem gostam particularmente, a altos berros, começarem a habituar-se, apanharem logo a seguir com uma coisa até com alguma qualidade, e logo a seguir sem nexo nem anúncio com uns guinchos abomináveis sem fim à vista.
Estava a dormir tão bem…
Lenta, lentamente lá vou descascando as sete temporadas das Gilmore Girls. Sem legendas, uma óptima forma de testar o meu inglês (que não me tem falhado – muito). Não cheguei a apanhar as primeiras três temporadas na Fox Life, por isso foi uma descoberta de surpresas atrás de surpresas: uma Lorelai na segunda temporada extremamente irritante, uma Rory a desabrochar de uma maneira fantástica, e quatro anos de um romance Lorelai/ Luke a adivinhar-se e a ser uma das coisas mais giras que tenho visto em televisão. Contento-me com pouco, talvez…
As minhas músicas têm andado meio esquecidas, mas estou a gostar do Smile de Brian Wilson (Beach Boys e mais uns pós). Quando me chateio, regresso ao Manu Chao.
Ao fim de vinte anos, li finalmente o Pêndulo de Foucault, do Eco (graças às promoções de cabeça perdida da pobre imprensa a escarafunchar o mercado). Lembro-me dos meus colegas de faculdade completamente seduzidos pelo livro, mas acabei por nunca me deixar eu seduzir – pelo meio milhar de páginas em tradução por alturas em que fugia de tudo o que não fosse original, por me recusar a ler um autor de bibliografia obrigatória em incursões romanescas, porque o livro não tinha o Sean Connery (nem como frade, nem como templário), por já nem sei o quê. Gostei. E acho que não teria gostado tanto há uns anos. E que não teria percebido uma série de coisas há uns anos – seja isto confissão da minha estupidez, não me importo. Gostei. C’est tout.
Quanto ao resto do mundo, não tenho pachorra, nem para políticas (lusas e além-Taprobana), nem para economias, sempre um pouco para as mortes de ícones cinematográficos (e que vão para além disso). Devo ser a única pessoa a notar alguma coincidência entre a morte do Paul Newman a 26 e o aniversário da morte do James Dean a 30, quem os liga hoje?
E de mais, o frio que se vai aproximando já me valeu uma senhora constipação e esta tristeza de voltar a sentir os pés frios à noite – caneco, ou arranjo uma cama maior para não ficar com os pés de fora ou, mais simples, volto a dormir de meias…
PRIVILÉGIOS DE SÍSIFO 反对 一 切 現代性に対して – 風想像力: LISBOA REVISITADA
Em Portugal onde tudo é rasca, Lisboa é uma anomalia: rasquíssima, sórdida, suja, despintada, com carecas dos três sexos e de todas as idades, inúmeros barrigudos e bairros modernos decrépitos, em que o cimento abre racha ao terceiro dia, no entanto, de muitos pontos da cidade, mancha de muitos sinais, avista-se o rio.
O mísero, o grande Tejo entra pela cidade de todas as maneiras que pode. Às vezes, está entre um anúncio luminoso e uma roupa pendurada, toda amarrotada, outras mói uma das últimas bugainvílias ( quem terá plantado as bugainvílias em Lisboa: um secreto exército, de cara púrpura, uns anjos degradados e empoeirados?).
Entretanto, ninguém pára o rio. O seu papel é correr, furar, insinuar-se, tornar-se oblíquo, rasar, rasurar. Deve ser ele que escreve os nossos BIs, todos aldrabados, com a altura errada, uma cara de afogado, uma assinatura engomada e perfumada, esticada, a fazer-se importante, dado que não há gente nenhuma num BI, apenas água suja e vitoriosa, fermentada a barbatana.
As pedras da calçada – em tantos pontos desconexas, arrancadas, usadas para telegrafias estranhas, no fundo estão sempre em movimento. São uma teia, uma rede, uma net fabulosa sem o idiota do Sapo (que é uma rã porque os yuppies pálidos da tecnologia confundem uma mosca com um áptero, um mosquito com uma aranha, e uma rã com um sapo) que apanha as pessoas pelas solas.
Um Lisboeta no fundo o que é? Uma pessoa apanhada pelos interstícios da calçada. Não há saída, não há lápide, emblema, credo ou raça, ideologia ou coçeira, religião ou qualquer bufa semelhante, conta no banco, férias num resort exclusivo que o safem. As sinuosidades, os desvios, o espírito do labirinto insinuou-se pela planta dos pés. O ar pálido das fadistas doentias? puro calcário, pisaram muito a calçada. As promessas vãs dos políticos, o seu triunfalismo bacoco: pura pedra, pura calçada. E os que-andam-sempre-de-automóvel são cárie pura, sombras do Hades, já vogam como medusas astrais e assassinadas atrás e adiante dos anúncios apagados a cuspo.
E isso está certo com as fachadas a cair em vida, os vidros a desabar, o cheiro fortíssimo a metro combinado com peixe frito e sardinha assada. Mesmo o cheiro nauseoso das pizza houses, das hamburguer’s houses, das sanduicherias anglo-coisas, dos McDonald e de todo o género de restaurantes back street que oferecem a turistas míseros fotografias tricoloridas de pratos que cheiram a plasticina, acaba por se combinar com o alecrim.
Nunca cheira bem, mas cheira sempre a Lisboa, a vasa do rio, a um lodo indeciso e antiquíssimo, a fenício desidratado, a judeu transviado. Há muito mais facas na liga no ar do que parece, as facas moles deste povo de hábitos e costumes pálidos que bate com a olheira nas coisas, que tem os burgueses mais tias do mundo, e os polícias mais sonâmbulos da Ibéria, que andam devagar e ralham devagar, e multam devagar, como se fossem o Jacques Brel da Valse à Douze Temps de 45 rotações passado a 33.
Os semáforos são luzes de natal. As luzes de Natal são semáforos. O rio dilui os signos fortes, contradiz as antinomias, liquefaz contradições. Julgar que se é independente do rio? Pois é uma cidade de mui graves e grandes fingimentos. Passa-se a vida a fingir que não somos destino daquelas águas, matéria daquele caldo primitivo. Mas em vão se passa o mais acanhado possível, de um para outro lado, de ponte, de barco, de automóvel, a assobiar para o lado, pretendendo que nada daquilo é connosco.
posted by Miguel Drummond de Castro
Ando desde dia 17 com este post no Bloglines. Hoje achei melhor dar-lhe outro destaque. Cito o texto todo por uma razão muito simples: o tamanho da letra no blog original irrita-me, acho que assim mais pequeno se lê melhor.
Ainda estou a digerir estas palavras, esta visão que partilho e não partilho. Mas acho tudo isto suficientemente forte e estranho para o por aqui.








