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De regresso aos Miranda!

A letra da canção naquele video fantástico que destaquei no outro dia desenterra o velho dilema: quando as letras de uma canção são noutra língua, com o significado de impacto menos imediato, como avaliar a sério a qualidade de uma canção? A melodia atinge-nos de outra forma, mais forte, suplantando a letra. A canção é outra do que seria se fosse em português. Vaca fria: até que ponto gosto de música espanhola, francesa, inglesa que em português afastaria imediatamente por causa do carimbo “pimba”?

Senti isso com um dos primeiros albuns do Alejandro Sanz. Adorei o MTV Unplugged, adorei o El Tren De Los Momentos, mas as primeiras coisas? Pimba. Será porque parece levar-se demasiado a sério? Será que o assumido “melodramático” dos Miranda! desculpa tudo? E se o Quim Barreiros fizesse um best of com um remix de um qualquer DJ da berra (mas dos bons, não só na berra porque sim)?

Não sei ao certo onde começou este meu revivalismo dos pop dos anos 80, se foi com o reeditar das Doce, se foi com o Music And Lyrics – sei que não foi com o regresso das cores fortes e acessórios grandes de plástico nas montras da Pinkie e Bershka e que tais. Sei que os Miranda! me caíram no goto quase à primeira nota.

As letras serão pimba? Nem Gordon Summer, nem Leonard Cohen, talvez um pino acima das mais básicas dos The Beatles (She loves me, yeah, yeah, yeah). Ainda as estou a descobrir. Talvez este Prisionero não seja o melhor exemplo (a Wiki destaca os excessos do El Profe), mas o que é certo é que… se no futuro me perceber prisioneira de um erro de carimbos e preconceitos, mais depressa vou experimentar descobrir o Toni Carreiras do que vou deixar de ouvir estes gajos ;)

Compréndeme, ahora que todo cambió
me arrepentí y es verdad que terminó
pero yo se, que en el fondo te amaré
entonces no pienses mal, no pienses mal de mí

Los celos que opacaron tu ilusión
no dejan ver lo escencial entre los dos
estoy aquí y te juro se acabó
entonces olvídalo, perdóname y pasó

Es que soy prisionero de un error
un tonto arrepentido que por hoy
ha preferido invocar al olvido
y suplicar de rodillas perdón

Esa historia es pasado, ya fué
pero nos ha marcado, lo sé
da por seguro, mi amor, te lo juro
nadie va a amarte como yo lo haré

Estuve mal, se que lloraste por mí
me apabullé y cobarde te mentí
quiero aliviar esta cruz que me cargué
al menos no pienses mal, solo me equivoqué

Es que soy prisionero de un error
un tonto arrepentido que por hoy
ha preferido invocar al olvido
y suplicar de rodillas perdón

Esa historia es pasado, ya fué
pero nos ha marcado,lo sé
da por seguro, mi amor, te lo juro
nadie va a amarte como yo lo haré

Es que prisionero de un error
un tonto arrepentido que por hoy
a preferido invocar al olvido
y suplicarte perdón

Esa historia es pasado, ya fué
pero nos ha marcado, lo sé
da por seguro, mi amor, te lo juro
nadie va a amarte como yo lo haré

Da por seguro, mi amor, te lo juro
nadie va a amarte como yo lo haré

Harry Potter and the Half-Blood Prince – Trailer

É necessária uma leitura mais profunda para compreender o porquê da importância dada ao Half-Blood Prince no livro, tão evidente no título. Acabada a série, senti a sintonia com a autora – e acharei sempre um roubo o que têm vindo a fazer ao Snape nos filmes. Também porque esse roubo implica menos Alan Rickman no ecrã, o que já de si é um crime, independentemente da importância no enredo e no simbolismo geral do universo potteriano.

Explicar tudo isto levar-me-ia a desvendar segredos, que foram expostos há um ano, mas há tantos anos que ando enredada na comunidade que o prurido de de desvendar os segredos dos tomos 5 ou 6, quem morre, quem deixa de morrer, quem mata, quem não mata, os porquês, continua a ser um prurido imbatível.

Até porque eu continuo a achar a certo nível que uma vez que ainda não vi o quinto filme, o Acontecimento do final ainda não aconteceu para mim – mesmo que tenha sido exposta a ele naquela maratona do costume dos lançamentos dos livros…

O trailer deste sexto filme (o último a cumprir o paralelismo um livro-um filme, uma vez que o Deathly Hallows será partido em dois filmes) dá a importância ao personagem cinematográfico de consumo mais fácil e ignora, mais uma vez, o Half-Blood Prince. Sempre se disse que o Príncipe em nome era um, mas simbolicamente poderiam ser vários. A escolha do trailer é clara. Por aí, é uma desilusão.

Não que eu seja uma Noiva de Snape, que as há. Os exageros da comunidade sempre me afastaram da minha natural escolha do personagem preferido. Há demasiados extremismos, em personagens, em relacionamentos, para me sentir confortável a fazer qualquer tipo de escolha.

Mas bem se diz nos forums de semiótica da fandom que se há doidos varridos, os piores estão na fandom potteriana :p

To know the future, return to the past. O mote do trailer. Explodindo naquela montagem fantástica do jovem Tom, o mal ainda em aprendizagem, a flashar para um Voldemort em pleno acto maléfico. Ainda mais fantástica quando se vai para além da história e se sabe que o jovem Tom é interpretado pelo sobrinho de Ralph Fiennes.

E como que os já velhinhos acordes do tema composto por John Williams não fazem qualquer sentido neste trailer – Harry de certa forma posto de parte.

(E ainda bem que Nicholas Hooper volta a pegar na banda sonora, o melhor score de todos os filmes até agora foi o Order of the Phoenix escrito por ele…)

YouTube – Miranda – Prisionero

Uma trip, este video. Lembra Dalida na voz e ritmo, e as locuras criativas de Adam Ant e outros malucos da altura. Uma trip. Fantástico.

(o grupo na wiki)

Crime internautico, não me lembro onde encontrei este bobblehead do Joker…

Preview dos ícones da Smashing Magazine que guardei ontem no del.icio.us. Digam lá que não são giros e fantásticos?

Neste preciso momento:

Coldplay, Viva La Vida – por causa de uma foto dum concerto no Canadá (o video é da Holanda).

No passado recente:

Vanessa da Mata, uma voz que me chamou a atenção no leitor de cds no carro do meu irmão;

Rita Redshoes, idem aspas aspas, só com a diferença que o carro era de uma amiga;

um regresso às sonoridades sufi, por duas razões: recomendado num blog; e uma amiga encantada com o Faiz Ali Faiz no Festival de Sines.

Vontade de redescobrir o rock português da minha infância:

por causa dos Trabalhadores do Comércio no anúncio do Montepio (pouco a ver com ainda menos, sei, mas é assim a partilha à distância do lençol infanto-cultural);

e uma chamada de atenção para a segunda fornada da colecção “Dos Tempos Do Vinil”

Não, este espaço não se tornou num mero repositório de links do del.icio.us. Este espaço está meramente a cumprir a sua vocação de publicitar o Acto De Ser Cristina, que por estas alturas está a fazer um exercício de procrastinação.

Pois. É isso.

É só um exercício.

E acreditem que com este exercício todo me doem neurónios que eu nem sabia que existiam.

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"É proibida a entrada a quem não estiver espantado de existir."

José Gomes Ferreira

Serenity Prayer

God grant me
The serenity to accept
the things I cannot change;
Courage to change
the things I can;
And wisdom
to know the difference.

Lista da Procrastinação

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