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Eu só sei que o Torres fica muito mais giro com o cabelo assim mais curto.

No início, Eva não queria comer a maçã…
- Come – disse a serpente – e serás como os anjos!
- Não! – respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal – insistiu a víbora.
- Não!
- Serás imortal.
- Não!
- Serás como Deus!
- Não, e não!
A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que a Eva comesse a maçã. Até que teve uma idéia. Ofereceu-lhe novamente a fruta e disse:
- Come que emagrece!
Aí lascou….

Ding, ding, ding! 3 barras e consegui créditos suficientes para completar a minha colecção de mamutes!

Dum lado, os gajos que nos mandaram para casa. Do outro, os a quem ganhámos e que acabaram por nos passar à frente. *mão para cima, mão para baixo*

Enfim, com o jogo que foi, já não nos podemos queixar que fomos os únicos a vir para casa trucidados por uns marmanjos que não sabem dar espectáculo.

Sim, porque o maior espectáculo daquele jogo (para além da TVI substituir o jogo por uns ecrãs azul e verde pastel) foi o agrafador na cabeça do turco. Os alemães, que eu tenha visto, foi só agulha e linha num joelho e umas gotas no “sobrolho”.

Ça faisait tellement de temps que tu me manquais, il me faut le temps maintenant de découvrir des nouveaux coins où tu me vas manquer. Les coins où je ne te croyais pas possible. Les coins où t’étais invisible de tellement présent. Je les recherche déjà, jusque un petit peu. Toute une vie pour les découvrir.

Tive o privilégio de assistir à primeira metade da segunda parte do Portugal-Alemanha com um árbitro de futebol. A primeira parte, ele ainda não estava cá. A segunda metade da segunda parte, eu convenci-me que de facto estava a dar azar à selecção, porque nos outros jogos só quando ia à casa de banho e saía de frente da televisão é que marcávamos golo. Cheguei a ir à cozinha quando eles se lançavam campo fora… Enfim, são as superstições desportivas que todos temos, mesmo que não as confessemos: este Euro, se eu estava a ver, não havia golo de Portugal. Assim, retirei-me da sala para ver se conseguíamos ganhar.

Não me culpem pela derrota com a Suíça, porque esse jogo foi a excepção, faz hoje uma semana não tinha cabeça para ver futebol.

Lembro-me de começar a ver futebol meio a sério com o Mundial do Naranjito, aos anos que isso foi. Houve outra competição em que insisti em ver os jogos todos de Portugal e o meu pai achava graça à “pancada da rapariga” e chamava-me para eu ir ver os jogos, dizia-me horas antes “olha, é às tantas, não te esqueças”. Foi ele quem me explicou o que era um livre, um pontapé de baliza, os fora-de-jogo (e coitados de nós, houve uma alteração qualquer aqui há uns anos e nem um nem outro nunca mais nos conseguimos entender se era fora-de-jogo ou não…). Às vezes o jogo irritava-nos e ele já não conseguia ver na televisão e ia para o quarto ouvir o relato na Julieta (a Julieta era o rádio despertador). A partir de certa altura, eu perdi a pachorra e só via os últimos vinte minutos, com o relato dele de como se tinham passado os outros setenta.

Por isso, aquele bocado de jogo com o olho clínico de um árbitro foi um reviver e um ir além dos meus jogos com o meu pai. De certa forma, uma dádiva inesperada: continuo a ter quem me explique o futebol. E de uma forma absolutamente fenomenal: o homem é tão bom, tão conhecedor, tão observador que me lavou a alma da mágoa que eu tinha do “epá, se vamos perder, ao menos que demos luta!”. E, sim senhor, pelo que ele ia dizendo, demos luta.

A “fita” do Ronaldo? Que depois foi explicada por o rapaz ter jogado com o pé quase partido? O nosso árbitro disse logo, com a jogada em directo, “pisou-lhe o pé”. O nosso segundo golo em fora de jogo? Ao segundo visionamento, “ali já não estava em fora de jogo”. A raiva fria por o outro ter empurrado o defesa. Em todas as jogadas ele apontava algo, fazia-nos o relato ele. Um verdadeiro espectáculo na nossa sala de estar.

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"É proibida a entrada a quem não estiver espantado de existir."

José Gomes Ferreira

Serenity Prayer

God grant me
The serenity to accept
the things I cannot change;
Courage to change
the things I can;
And wisdom
to know the difference.

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