Itso é mutio giro de vlotar a usar os ólicos porqeu o meu olho perguiçoso desandou de todo e tem de r ao sítio, mas o que é creto é qeu a minha dislexia etsá a modos que insuportávle…

Um dia isto vai ao sítio, um dia…

(mas que vá rapidamente!!!!)

Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama
(Trovante, 125 Azul)

Faz hoje dezanove anos fui à praia.

Estou a ouvir Oum Kalsoum/ Umm Kulthum, a melhor voz que já se gravou neste mundo. Das palavras que ela vai dizendo, nem meia dúzia entendo (pronto, entendo talvez a melhor de todas, habibi). Mas não me importo. Porque já lá dizia a Mafaldinha:

mafalda12
(clicar na imagem para ler melhor, porque a tira é maior do que a coluna do template…)

O Search Engine Terms diz-me que alguém cá chegou ontem fazendo-se a mesma pergunta que já me fiz tanta vez: “como cuidar de um escaldao”

1. O melhor é não apanhar sol
2. No caso de isso ser impossível, munir-se de protector solar para bebés, daquele com SPF acima de 60, e aplicá-lo religiosamente de hora a hora, sem se preocupar com as figuras tristes de contorcionista a espalhar protector nos sítios mais inacessíveis das costas ou com os pensamentos perversos de quem nos possa ver a enfiar mão por dentro do fato de banho
3. Tenho tido óptimos resultados com óleo de bebé da Johnson aplicado após o duche ainda com a pele molhada. E continuar, com muito hidratante, muito mesmo.
4. E, enfim, sofrer. Temos pena, mas por vezes é mesmo necessário passar pelo sofrimento.

A quem cá chegou a perguntar ao Google “ultra levur e ciclismo”, confesso que me ultrapassa e agradeço até que me explique…

acid3ffie

É triste. Pronto. Só posso ficar com a minha tristeza… :(

dooce®_1246984288121

hmmm… *head sideways* hmmmm…

E pronto, Sebastião da Gama, não resisto!

O Sonho

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.

***

Largo do Espírito Santo, 2, 2º

Nem mais, nem menos: tudo tal e qual
o sonho desmedido que mantinhas.
Só não sonharas estas andorinhas
que temos no beiral.

E moramos num largo… E o nome lindo
que o nosso largo tem!
Com isto não contáramos também.
(Éramos dois sonhando e exigindo.)

Da nossa casa o Alentejo é verde.
É atirar os olhos: São searas,
são olivais, são hortas… E pensaras
que haviam nossos olhos de ter sede!

E o pão da nossa mesa!… E o pucarinho
que nos dá de beber!… E os mil desenhos
da nossa loiça: flores, peixes castanhos,
dois pássaros cantando sobre um ninho…

E o nosso quarto? Agora podes dar-me
teu corpo sem receio ou amargura.
Olha como a Senhora da moldura
sorri à nossa alma e à nossa carne.

Em tudo, ó Companheira,
a nossa casa é bem a nossa casa.
Até nas flores. Até no azinho em brasa
que geme na lareira.

Deus quis. E nós ao sonho erguemos muros,
rasguei janelas e tu bordaste
as cortinas. Depois, ó flor na haste,
foi colher-te e ficarmos ambos puros.

Puros, Amor – e à espera.
E serenos. Também a nossa casa.
(Há-de bater-lhe à porta com a asa
um anjo de sangue e carne verdadeira.)

***

O Vento enchia o Mundo. Mal deixava
lugar para a tremenda voz das ondas.

Mas era o Mar apenas que se ouvia.

Já sabia da sentença há algum tempo, mas hoje deu-me para ir recuperar o pouco que ainda tinha no primeiro site que fiz, o alojado no Geocities. Nunca mais consegui organizar um site como aquele, nunca mais consegui ter gosto por um site como por aquele – tal e tal, nunca se esquece o primeiro amor e tal e tal…

O webdesign mudou tanto, mas tanto, nestes dez anos que nem sei por onde começar. Uma coisa será sempre certa: há dez anos que destaco a poesia e isso continuará. E este poema, que tanto me acompanhou numa paixão monumental dos 16 aos 19 anos, este também continuará.

anoitece. arrefeceu.
sei que me faltas; mentiste
mais uma vez.
a chuva
tornou-se densa,
e a luz sumiu-se… – quem ama
não define coisa alguma.
a chuva segue encharcando
a sombra da noite fria.
e este desejo de beijar-te
há-de acabar
por ser somente
uma cansada teimosia
- funda, febril, impertinente…

(António Botto)

E, vá lá, vá lá, um pouco de Sebastião da Gama também :)

A uma rapariga

Somos assim aos dezassete.
Sabemos lá que a Vida é ruim!
A tudo amamos, tudo cremos.
Aos dezassete eu fui assim.

Depois, Acilda, os livros dizem,
dizem os velhos, dizem todos:
“A Vida é triste. a Vida leva,
a um e um, todos os sonhos.”

Deixá-los lá falar os velhos,
deixá-los lá… A Vida é ruim?
Aos vinte e seis eu amo, eu creio.
Aos vinte e seis eu sou assim.

De repente olhei-me ao espelho e vi o meu olho preguiçoso, as rodelinhas verde e negra, no canto do olho. Nada de especial, não fosse as outras, do olho esquerdo, estarem bem centradinhas onde deviam estar.

Acho que já percebo as dores de cabeça dos últimos tempos.

Allez, allez, les lunettes…

A 9 de Junho de 2009:
Era uma vez um papeleco mais ou menos engraçado. Tinha umas piadas e algumas cores, de resto não tinha mais nada. Andava de mão em mão pelo grupo e por uns mais. E um dia um parvo que não sabia avaliar caracteres mostrou o papeleco a um gajo que não merecia essa confiança. E o gajo, sem dizer água vai a quem quer que fosse, pespegou com o papeleco no jornal.

Mudam-se os tempos, mudam-se as tecnologias. Mas há coisas que nunca mudam.

***

E há coisas que continuam sem mudar e somos nós que temos de lhes voltar as costas. Por mais passos atrás que nos tentem, porque sempre fomos assim, de várias oportunidades. Mas às vezes não dá. Não dá mesmo.

Não há nada mais triste do que matarem-nos a admiração que temos por alguém.

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Serenity Prayer

God grant me the serenity
To accept the things I cannot change;
Courage to change the things I can;
And wisdom to know the difference.

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